sábado, 23 de maio de 2026

Vigília de Pentecostes


Vigília de Pentecostes

Pentecostes (“quinquagésimo” em grego) é uma das celebrações mais importantes do calendário cristão e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, sua mãe Maria e outros seguidores. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa, portanto no décimo dia depois da celebração da Ascensão de Jesus. Isto porque ele ficou quarenta dias, após Sua ressurreição, dando os últimos ensinamentos a seus discípulos e durante 10 dias os discípulos permaneceram no cenáculo até a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Pentecostes é historicamente e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita (Shavuot), que comemora a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, cinquenta dias depois do Êxodo.

Para os cristãos, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, como descrito no Novo Testamento, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém. Por esta razão o dia de Pentecostes é, às vezes, considerado o dia do nascimento da igreja cristã.

A solenidade começa com uma vigília em preparação, que se inicia após as 18h, porque para os judeus após essa hora já é o próximo dia. É nela que os fiéis do mundo inteiro celebram a descida do Espírito Santo sobre os discípulos e Nossa Senhora, momento ímpar em que eles ficaram cheios da graça de Deus e começaram a manifestar os seus dons de forma efusiva.

Na Igreja Jesus Eucaristia a Vigília de Pentecostes teve início às 18h com a recitação do Santo Terço e às 18h30 teve início a Santa Missa que foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto.

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sábado, 16 de maio de 2026

Baile do Dia das Mães

Dia das Mães

O Dia das Mães é um dia para celebrar e agradecer a todas as mães pela dedicação, amor e carinho que dão aos seus filhos diariamente.

É uma data móvel, ou seja, o dia a ser comemorado depende do ano, mas no Brasil é sempre no segundo Domingo do mês de maio. Em vários países é comemorado em outras datas, que vão desde março até dezembro.

É comum no Dia das Mães os filhos fazerem surpresas às suas mães, dando presentes e flores, ou organizando atividades que demonstrem toda a admiração que sentem por ela.

Origem do Dia das Mães

No Brasil, o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Mas foi só em 1932 que o presidente Getúlio Vargas oficializou o segundo Domingo de maio como Dia das Mães no país, passando a ser incluída no calendário oficial da Igreja Católica no Brasil somente em 1947.

A comemoração mais antiga do Dia das Mães tem origem na Grécia antiga, onde a entrada da primavera era comemorada por Reia, a mãe dos deuses. A tradição de homenagem às mães continuou com as festas em honra de Cibele, também chamada Magna Mater (Grande Mãe). Depois de cristianizado, o Império Romano continuou celebrando o Dia das Mães.

Na Igreja Jesus Eucaristia, após a Santa Missa presidida pelo pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, aconteceu o Baile do Dia das Mães. Fomos agraciados com a apresentação da Banda Ponto de Encontro tocando hits novos e antigos, animando a nossa festa. Houve sorteio de presentes, comida, bebida e muita diversão para todos.

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Festividade de Nossa Senhora de Fátima

História das Aparições em Fátima

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, conselho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria - Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e seus primos Francisco, de 9 anos, e Jacinta Marto, de 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Conselho para Vila Nova de Ourém, para que não pudessem honrar o seu compromisso.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

Coroação de Nossa Senhora

A cena é o último episódio na vida da Virgem Maria, sendo a sequência da Assunção (ou Dormição) - que não era um dogma na Idade Média. A base bíblica é encontrada em Cânticos 4,8, Salmos 44,11-12 e Apocalipse 12,1-7. O título de “Rainha do Céu” (ou Regina Coeli) dado a Maria, remonta, no mínimo, ao século XII.

A origem das coroações  (Paróquia São José de Bicas - MG)

Segundo o Padre Cássio Barbosa de Castro, Mestre em História da Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, a tradição é antiga em nossa Igreja. Começou no século XIII, no ano de 1280:

“Na Europa, é no mês de maio que são colhidos os frutos da terra e as flores do campo são cheias de cores e de perfumes. E isto remete a Maria, que é considerada a flor mais bela no Carmelo”.

A tradição chegou ao Brasil através dos portugueses. Desde então, devotos realizam coroações da imagem de Nossa Senhora durante este mês. Padre Cássio explica que a tradição se solidificou no século XIV, em Paris:

“A figura de Maria ganhou destaque em Paris. A Mãe de Deus era simbolizada como uma flor adornada de joias, então, surgiram as coroações. Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio a Maria fazendo a ela homenagens com flores”, explica.

Para Padre Cássio, as homenagens são uma forma de devoção: “Maria é a Mãe de Deus! Celebrar o Mês de Maria é devotar o nosso amor à Mãe de Deus e à nossa Mãe. O que forma o catolicismo é a Eucaristia, Maria e o Papa. Devotar um mês a Maria é dizer que Maria é também nossa Mãe e companheira de caminhada. Coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhecemos como Rainha”, destaca.

Na Paróquia Jesus Eucaristia

As comemorações deste ano aconteceram na calçada da Ala Norte do Estádio Nilton Santos (|Engenhão), começando com a reza do Terço Mariano conduzido pelo movimento Terço dos Homens Nossa Senhora de Fátima.

Na sequência participamos da Santa Missa presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Ao final da missa as crianças da catequese encenaram brilhantemente a Coroação de Nossa Senhora de Fátima.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Dia de São Jorge

São Jorge (nascido entre 275 e 280) foi, conforme a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana e no Luteranismo). É imortalizado na lenda em que mata o dragão. É também um dos Catorze santos auxiliares (um grupo de santos invocados pelos cristãos em casos de necessidade especial, geralmente para se curar de doenças particulares).

Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, a memória de São Jorge é celebrada nos dias 23 de abril e 3 de novembro. Nestas datas, por toda a parte, comemora-se a reconstrução da igreja que lhe é dedicada, em Lida (Israel), na qual se encontram suas relíquias. A igreja foi erguida a mando do imperador romano Constantino I.

São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo tais como: (países) Inglaterra, Portugal (orago ou padroeiro menor), Geórgia, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, e (cidades) Londres, Barcelona, Génova, Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscou e Beirute.

Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.

Em comemoração à data a Igreja Jesus Eucaristia celebrou Missa Campal na Rua São Brás, presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto, iniciando, como sempre, com a reza do Terço Mariano.

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sábado, 4 de abril de 2026

Sábado de Aleluia

Sábado de Aleluia

Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado.

Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: “nós o experimentávamos…”, diziam os discípulos de Emaús.

Mas não é um dia vazio em que “não acontece nada”; nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, assim como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa; calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal.

Vigília Pascal

A celebração é no sábado à noite; é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiquíssima tradição judaica (Ex. 12,42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc 12,35s), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.

A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:

Preparação do Círio

Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata. O fogo novo é abençoado, depois, toma-se parte do carvão abençoado e coloca-se no turíbulo.

Na sequência, ao gravar no Círio as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, / Princípio e Fim, / Alfa / e Ômega. / A Ele o tempo / e a eternidade, / a glória e o poder / pelos séculos sem fim. Todos: Amém”. O celebrante termina acendendo o Círio com o fogo novo, dizendo: “A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente”.

Após acender o Círio que representa Cristo, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso, se escuta cantar três vezes: “Eis a Luz de Cristo”, e todos respondem: “Demos graças a Deus”.

Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema.

Liturgia da Palavra

Nos apresenta uma série de leituras bíblicas, que nos narram etapas importantes da História da Salvação, para depois se concentrar no Mistério de Cristo.

A melhor explicação para essa parte é a que nos deu o próprio Cristo quando fala aos discípulos de Emaús: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.” (Lc 24,27)

Após as leituras, a exclamação: “Cristo ressuscitou!” Canta-se o “Glória”. Nesse momento é colocada a toalha no altar, simbolizando pureza e os panos que cobrem os santos são retirados. Jesus está vivo!

Ouvimos então a leitura da Carta de São Paulo aos romanos, o Evangelho (esse ano Mt 28,1-10) e Homilia.

Liturgia Batismal

Convite à oração e Ladainha de Todos os Santos. É abençoada a água que é símbolo da vida nova recebida no batismo. Durante a bênção o Círio é mergulhado na água. São chamados (se houver) os catecúmenos (não batizados), que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se então a renovação dos compromissos batismais por todos e o celebrante batiza os catecúmenos (se houver) e faz a aspersão com a água abençoada em todos os presentes, como recordação do batismo.

Liturgia Eucarística

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristia central de todo o ano; mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do Seu Corpo e do Seu Sangue, como memorial da Sua Páscoa.

Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine à aurora do Domingo.

A missa, ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição.

A Solene Celebração da Vigília Pascal na Paróquia Jesus Eucaristia, teve início às 19h com bênção do fogo e do Círio Pascal (na pracinha da Rua Dona Teresa) e foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto. Na sequência, procissão silenciosa até o Templo, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Sexta-feira Santa - Paixão de Cristo

Sexta-feira Santa:

Enquanto o Esposo dorme, a esposa se cala. Assim, na Sexta-feira Santa a Igreja não celebra os Sacramentos. Debruça-se totalmente sobre o sacrifício da Cruz por meio de uma Celebração da Palavra de Deus. Neste dia, a Liturgia deseja beber diretamente da fonte. Abre a celebração num gesto de humildade, sem música, pois é a continuação da celebração de quinta-feira. Os ministros prostram-se em silêncio diante do altar e, em seguida, o celebrante, sem mais, diz a oração do dia.

Segue-se a Liturgia da Palavra, onde se destaca a proclamação da Paixão de Jesus Cristo segundo João (Jo 18,1-19,42). Nela aparece o Cristo Senhor, o Cristo Rei, o Cristo vitorioso que vai comandando os diversos passos da Paixão. Entrega-se livremente, faz os guardas caírem por terra e, depois de tudo consumado, entrega o espírito ao Pai. Na morte Ele é glorificado. Submete-se à morte para deixar-nos o exemplo de reconhecimento de nossa condição humana de criaturas mortais. Na Liturgia da Palavra, a Igreja curva-se sobre o mistério da Cruz.

A resposta é dada em três momentos. Temos, primeiramente, a Oração universal, realmente ecumênica. A Igreja pede que a fonte de graças que jorra da Cruz atinja a todos. Vai, então, alargando suas intenções. Reza pelo Papa, os bispos e todo o clero, os leigos e os catecúmenos; pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não creem em Cristo, pelos que não creem em Deus, mas manifestam boa vontade, pelos poderes públicos, por todos que sofrem provações.

Tendo acolhido a todos no amor reconciliador de Cristo, a Igreja enaltece a árvore da vida, que floriu e deu fruto, restituindo o paraíso à humanidade. É o rito da glorificação e adoração da Cruz, seguido do ósculo.

Finalmente, ela se atreve a comer do fruto da árvore, o Pão vivo descido do céu, a Sagrada Comunhão, como prolongamento da Missa da Ceia do Senhor, celebrada na quinta-feira.

Nesta sexta, novamente, não há rito de bênção e envio. Cada participante é convidado a permanecer com Maria junto ao sepulcro, meditando a Paixão e Morte do Senhor até que, após a solene Vigília em que espera a ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinquenta dias.

Na Liturgia das Horas e na piedade popular tem início a celebração da Sepultura do Senhor. Temos o descendimento da Cruz, seguido da Procissão do Senhor morto, na esperança da ressurreição. Na Liturgia das Horas, merece especial atenção a leitura patrística, em que se narra o enternecedor diálogo entre Cristo, que desceu à mansão dos mortos, e Adão.

A celebração esse ano na Igreja Jesus Eucaristia foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto. Após a celebração e Adoração à Santa Cruz, tivemos o privilégio de participar da procissão com a encenação da Paixão de Cristo. A procissão teve início na Igreja, passou por algumas ruas da Paróquia e retornou ao Templo. Os atores que participaram brilhantemente, fazem parte da nossa comunidade. Parabéns a todos!

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P.S.: Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, nosso coração e nossa mente ultrapassam aquele madeiro, ultrapassam o crucifixo, ultrapassam mesmo o local onde estamos, até nos encontrarmos com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus; é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início e final de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não para ali; é como beijar a face de Jesus. Portanto, não se adora o objeto. Ao reverenciá-la mergulhamos em seu significado mais profundo pois sabemos que foi através da Cruz que fomos salvos.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta-feira Santa - Ceia do Senhor - Lava-Pés

Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor.

A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período que relembra a paixão, morte e ressurreição de Cristo e inclui a Sexta-feira Santa e o Sábado de Aleluia. É neste dia que se celebra o lava-pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos segundo o relato dos evangelhos sinóticos.

A missa nas paróquias neste dia é geralmente celebrada no final da tarde, que é o início da sexta-feira de acordo com a tradição judaica, e relembra o fato de a Última Ceia ter sido uma refeição da Páscoa judaica (“Sêder” para os judeus).

É a última Missa a ser celebrada antes do Sábado de Aleluia. Algo profundamente significativo nesta liturgia, pois celebramos a “Santa Ceia”, onde Nosso Senhor instituiu a Eucaristia (Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,14-20), que é o momento da Missa em que acontece a Transubstanciação (durante a Consagração), onde o pão e o vinho se tornam verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Cristo.

No Evangelho de São João não temos essa narrativa, mas sim a consequência dela, que é o serviço ao próximo, o Lava Pés (Jo 13,1-17), também relembrado durante a celebração. Nessa noite da Ceia Pascal, o Senhor lavou os pés dos discípulos; fez esse gesto marcante, que era realizado pelos servos, para mostrar que, no Seu Reino, “o último será o primeiro”, e que o cristão deve ter como meta servir e não ser servido.

A celebração desta noite é diferente de todas as outras, pois não se concluirá com a bênção final. Este é um dos sinais de que ela não se encerra, pois continuará na celebração com a Ação Litúrgica da Paixão na sexta-feira e na Vigília Pascal no sábado, quando então celebraremos a Ressurreição de Jesus.

A Reserva Eucarística é transladada solenemente e guardada em um lugar à parte, para ser usada na Sexta-feira Santa; e o altar é desnudado simbolizando a denudação de Cristo antes de sua crucifixão.

Na Paróquia Jesus Eucaristia a Santa Missa foi presidida pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto.

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Ofício de Trevas

O Ofício de Trevas (matutina tenebrarum) é uma liturgia cristã relacionada à Paixão de Cristo, que existe desde o século XIII. É o ofício das matinas e laudes de quarta, quinta e sexta-feira da Semana Santa.

O nome da cerimônia é Ofício “de Trevas” e não “das Trevas”! A celebração é um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais, onde o templo fica às escuras, iluminado apenas por velas que se apagam aos poucos durante a cerimônia. Esta forma de celebrar é responsável pelo nome dado ao ritual, que representa o luto e a escuridão à qual ficou sujeita a Terra diante da morte de Jesus. O Ofício de Trevas é um forte momento de oração e reflexão da vida e missão de Cristo, que conduz os fiéis à oração mediante a meditação da Palavra de Deus.

O nome deriva-se de três situações de trevas:

1 – As trevas naturais de meia-noite ao amanhecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício, lembrando as palavras de Cristo preso nas trevas da noite: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum” (“Esta é a vossa hora e do poder das trevas.” Lc 22, 53).

2 – As trevas litúrgicas, quando durante as cerimonias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja, exceto uma, a luz de Cristo!

3 – As trevas simbólicas da paixão.

A ação desta liturgia exige silêncio e orações para mergulhar no mistério da paixão de Jesus. Ele junta lições e salmos em um belíssimo texto retirado do breviário e rezado junto com a comunidade. Durante os séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica.

No coro da Igreja é colocado um candelabro de formato triangular, conhecido como “tenebrarum”, com 15 velas alinhadas. Uma delas é de cor branca e todas as outras são feitas de cera amarela e comum, como sinal de luto e pesar.

No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das velas. Ao mesmo tempo, as luzes da igreja vão sendo apagadas também. As velas são apagadas sucessivamente, até restar apenas uma, a branca. Esta vela não é apagada. Continua acesa e é levada para atrás do altar.

As velas que vão se apagando representam os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Paixão. A vela branca escondida atrás do altar e, mais tarde, outra vez visível, significa Nosso Senhor que, por breve tempo, se retira do meio dos homens e baixa ao túmulo, para reaparecer, pouco depois, fulgurante de luz e de glória.

A Paróquia Jesus Eucaristia celebrou esse rito na quarta-feira dia 1, presidido pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto.

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terça-feira, 31 de março de 2026

Procissão de N. Sra. das Dores



Procissão de Nossa Senhora das Dores

Procissões são manifestações da fé cristã que acontecem em diversos momentos. Na própria celebração eucarística há procissões significativas: a de Entrada, a do Evangelho, a do Ofertório, da Comunhão e outras, essas dentro do templo. Mas há também as que visitam as ruas, casas, estradas e caminhos. Essas procissões têm uma organização própria, sempre reconhecendo os dons recebidos e a necessidade de dar graças por isso, glorificando a Deus.

Ao longo do ano há procissões significativas como a de Ramos, Corpus Christi, Círio de Nazaré e Sexta-feira Santa. Há também as de Maria em suas denominações, as dos santos de cada região, as de velas e as peregrinações; mas em todas elas a centralidade é sempre Jesus Cristo, cuja cruz sempre está presente em todos os momentos.

Durante o caminhar para a Páscoa as comunidades organizam a Procissão do Senhor dos Passos, orando e meditando Seus passos no caminho da nossa conversão e também a de Nossa Senhora das Dores, que é venerada por ser a mãe que vê seu Filho ser crucificado. A devoção à “Mater Dolorosa” teve início em 1221 na Germânia e deve seu nome às Sete Dores da Virgem Maria. Ela é representada sendo ferida por sete espadas no seu coração (ou somente uma simbolizando a Paixão e Morte de seu Filho), ou então segurando Jesus morto nos braços (Pietà).

A Paróquia Jesus Eucaristia organizou a Procissão de Nossa Senhora das Dores, que saiu do Templo após a Santa Missa presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior, parando em sete lugares determinados para leituras e orações sobre o tema “As sete dores de Maria” terminando no calçadão do setor oeste do Estádio Engenhão, para orarmos e meditarmos a dor da Paixão de Jesus. Na sequência voltamos ao Templo onde a imagem ficou exposta para veneração.

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domingo, 29 de março de 2026

Domingo de Ramos 2026


 

Domingo de Ramos.

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – símbolo da humildade – sendo aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Do outro lado da cidade entrava o cortejo militar de Pôncio Pilatus, que residia em Cesareia Marítima, mas se deslocava para Jerusalém durante os festivais judaicos com o propósito de manter a ordem na Jerusalém abarrotada de peregrinos que vinham celebrar a Páscoa. O desfile de Pilatos personificava não apenas o poder imperial, mas também a teologia imperial romana - segundo a qual o imperador não era simplesmente o governante de Roma, mas o filho de deus.

A entrada de Jesus foi um cortejo oposto, combinado, planejado antecipadamente por Jesus, cujo significado era bem claro para os judeus, que tão bem conheciam o texto de Zacarias 9,9s (“Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta.”)

Portanto, a entrada triunfal de Jesus foi uma entrada anti-imperial, anti-triunfal, uma sátira deliberada do imperador conquistador entrando numa cidade a cavalo, através de portões abertos numa submissão desprezível.

Há poucos dias o povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com o tipo de Messias que Cristo era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, e sim o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, Jesus entra na grande Jerusalém montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!

Dessa forma, o Domingo de Ramos dá início à Semana Santa, que mistura os gritos de Hosana (Salvai-nos) com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Mensagem de nosso amigo Diácono Hélio Pereira Machado Júnior:

“Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 21, 9)

“No dia 29 de março de 2026 a Paróquia Jesus Eucaristia, tomada de muita emoção, viveu um momento de grande manifestação de fé e comunhão na Praça do Trem, no Engenhão. Mais uma vez celebramos o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, a solene entrada de Jesus em Jerusalém dando início às celebrações da Semana Santa, desta vez, contando somente com a participação dos fiéis de nossa Paróquia e de todos os amigos que se fizeram presentes, de outras comunidades e paróquias ou do próprio bairro.

A Praça do Trem se transformou num lugar de oração, de fé, de emoção e espiritualidade quando mais de 800 fiéis participaram com devoção da bênção dos ramos, da procissão e da Santa Missa, relembrando o caminho de nosso Senhor rumo à Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Foi um dia profundamente abençoado, em que o povo de Deus, reunido como Igreja, proclamou com alegria: 'Hosana nas alturas!'”

Na Paróquia Jesus Eucaristia a procissão teve início no novo templo, onde aconteceu a bênção dos ramos. Saindo em direção à Estação do Engenho de Dentro, tomando a Ala Sul do Engenhão rumo a Praça do Trem, onde aconteceu a celebração da Santa Missa, que foi presidida pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto.

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domingo, 8 de março de 2026


O primeiro aniversário de criação da Paróquia Jesus Eucaristia aconteceu nesse Domingo dia 8 de março de 2026. Nesse primeiro ano a comunidade continuou o trabalho de construção do Templo e se fez presente no território da paróquia com os projetos Terço dos homens, Terço das mulheres, Caminhada pela paz, Mães de joelhos filhos de pé e Via Sacra nas ruas, além de projetos educativos como Encontro com a Palavra e o curso Mater Ecclesiae, esse último ministrado na Capela N. Sra. das Graças e Santa Dulce dos Pobres.

A celebração foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist., concelebrada por Dom Jeremias Antônio de Jesus, Cônego Aldo de Souto Santos (Vigário Episcopal do Vicariato Norte), Monsenhor Gustavo José Cruz Auler e pelo Pároco, Padre Charles Fernando Gomes, auxiliados pelo Diácono Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diácono Luciano Rocha Pinto.

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sábado, 7 de março de 2026

1a Caminhada pela Paz Jesus Eucaristia

1.a Caminhada pela Paz Jesus Eucaristia

“Os meus passos são Teus!”

No dia 7 de março, dois meses após o brutal assassinato da jovem Marcelly Lorrayne da Silva Passos cometido pelo ex-namorado, acontecido no calçadão da Rua José dos Reis, em frente ao Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio, a Paróquia Jesus Eucaristia promoveu uma caminhada ao redor do Engenhão, tendo como tema “Os meus passos são Teus!”.

Ao final do percurso aconteceu a Santa Missa em frente a Ala Leste, presidida pelo Pároco Padre Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diácono Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diácono Luciano Rocha Pinto. O evento contou com a presença de familiares e amigos de Marcelly, pedindo paz no Rio de Janeiro.


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