sábado, 19 de abril de 2025

Sábado de Aleluia


Sábado de Aleluia

Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado.

Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: “nós o experimentávamos…”, diziam os discípulos de Emaús.

Mas não é um dia vazio em que “não acontece nada”; nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, assim como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa; calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal.

Vigília Pascal

A celebração é no sábado à noite; é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiquíssima tradição judaica (Ex. 12,42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc 12,35s), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.

A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:

Preparação do Círio

Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata. O fogo novo é abençoado, depois, toma-se parte do carvão abençoado e coloca-se no turíbulo.

Na sequência, ao gravar no Círio as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, / Princípio e Fim, / Alfa / e Ômega. / A Ele o tempo / e a eternidade, / a glória e o poder / pelos séculos sem fim. Todos: Amém”. O celebrante termina acendendo o Círio com o fogo novo, dizendo: “A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente”.

Após acender o Círio que representa Cristo, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso, se escuta cantar três vezes: “Eis a Luz de Cristo”, e todos respondem: “Demos graças a Deus”.

Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema.

Liturgia da Palavra

Nos apresenta uma série de leituras bíblicas, que nos narram etapas importantes da História da Salvação, para depois se concentrar no Mistério de Cristo.

A melhor explicação para essa parte é a que nos deu o próprio Cristo quando fala aos discípulos de Emaús: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.” (Lc 24,27)

Após as leituras, a exclamação: “Cristo ressuscitou!” Canta-se o “Glória”.

Ouvimos então a leitura da Carta de São Paulo aos romanos, o Evangelho (esse ano Lc 24,1-12) e Homilia.

Liturgia Batismal

Convite à oração e Ladainha de Todos os Santos. É abençoada a água que é símbolo da vida nova recebida no batismo. Durante a bênção o Círio é mergulhado na água. São chamados (se houver) os catecúmenos (não batizados), que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se então a renovação dos compromissos batismais por todos e o celebrante batiza os catecúmenos (se houver) e faz a aspersão com a água abençoada em todos os presentes, como recordação do batismo.

Liturgia Eucarística

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristia central de todo o ano; mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do Seu Corpo e do Seu Sangue, como memorial da Sua Páscoa.

Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine à aurora do Domingo.

A missa, ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.

A Solene Celebração da Vigília Pascal na Paróquia Jesus Eucaristia, teve início às 19h com bênção do fogo e do Círio Pascal (no Salão Paroquial Padre Montengro) e foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Na sequência, procissão silenciosa até o Templo, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

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sexta-feira, 18 de abril de 2025

Sexta-feira Santa - Paixão de Cristo


Sexta-feira Santa:

Enquanto o Esposo dorme, a esposa se cala. Assim, na Sexta-feira Santa a Igreja não celebra os Sacramentos. Debruça-se totalmente sobre o sacrifício da Cruz por meio de uma Celebração da Palavra de Deus. Neste dia, a Liturgia deseja beber diretamente da fonte. Abre a celebração num gesto de humildade, sem música, pois é a continuação da celebração de quinta-feira. Os ministros prostram-se em silêncio diante do altar e, em seguida, o celebrante, sem mais, diz a oração do dia.

Segue-se a Liturgia da Palavra, onde se destaca a proclamação da Paixão de Jesus Cristo segundo João (Jo 18,1-19,42). Nela aparece o Cristo Senhor, o Cristo Rei, o Cristo vitorioso que vai comandando os diversos passos da Paixão. Entrega-se livremente, faz os guardas caírem por terra e, depois de tudo consumado, entrega o espírito ao Pai. Na morte Ele é glorificado. Submete-se à morte para deixar-nos o exemplo de reconhecimento de nossa condição humana de criaturas mortais. Na Liturgia da Palavra, a Igreja curva-se sobre o mistério da Cruz.

A resposta é dada em três momentos. Temos, primeiramente, a Oração universal, realmente ecumênica. A Igreja pede que a fonte de graças que jorra da Cruz atinja a todos. Vai, então, alargando suas intenções. Reza pelo Papa, os bispos e todo o clero, os leigos e os catecúmenos; pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não creem em Cristo, pelos que não creem em Deus, mas manifestam boa vontade, pelos poderes públicos, por todos que sofrem provações.

Tendo acolhido a todos no amor reconciliador de Cristo, a Igreja enaltece a árvore da vida, que floriu e deu fruto, restituindo o paraíso à humanidade. É o rito da glorificação e adoração da Cruz, seguido do ósculo.

Finalmente, ela se atreve a comer do fruto da árvore, o Pão vivo descido do céu, a Sagrada Comunhão, como prolongamento da Missa da Ceia do Senhor, celebrada na quinta-feira.

Nesta sexta, novamente, não há rito de bênção e envio. Cada participante é convidado a permanecer com Maria junto ao sepulcro, meditando a Paixão e Morte do Senhor até que, após a solene Vigília em que espera a ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinquenta dias.

Na Liturgia das Horas e na piedade popular tem início a celebração da Sepultura do Senhor. Temos o descendimento da Cruz, seguido da Procissão do Senhor morto, na esperança da ressurreição. Na Liturgia das Horas, merece especial atenção a leitura patrística, em que se narra o enternecedor diálogo entre Cristo, que desceu à mansão dos mortos, e Adão.

A celebração esse ano na Igreja Jesus Eucaristia foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Após a celebração tivemos o privilégio de participar da procissão com a encenação da Paixão de Cristo. A procissão teve início na Igreja, passou por algumas ruas da Paróquia e retornou ao Templo. Os atores que participaram brilhantemente, fazem parte da nossa comunidade. Parabéns a todos!

P.S.: Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, nosso coração e nossa mente ultrapassam aquele madeiro, ultrapassam o crucifixo, ultrapassam mesmo o local onde estamos, até nos encontrarmos com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus; é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início e final de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não para ali; é como beijar a face de Jesus. Portanto, não se adora o objeto. Ao reverenciá-la mergulhamos em seu significado mais profundo pois sabemos que foi através da Cruz que fomos salvos.

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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Quinta-feira Santa - Ceia do Senhor - Lava-Pés

 

Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor.

A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período que relembra a paixão, morte e ressurreição de Cristo e inclui a Sexta-feira Santa e o Sábado de Aleluia. É neste dia que se celebra o lava-pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos segundo o relato dos evangelhos sinóticos.

A missa nas paróquias neste dia é geralmente celebrada no final da tarde, que é o início da sexta-feira de acordo com a tradição judaica, e relembra o fato de a Última Ceia ter sido uma refeição da Páscoa judaica (“Sêder” para os judeus).

É a última Missa a ser celebrada antes do Sábado de Aleluia. Algo profundamente significativo nesta liturgia, pois celebramos a “Santa Ceia”, onde Nosso Senhor instituiu a Eucaristia (Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,14-20), que é o momento da Missa em que acontece a Transubstanciação (durante a Consagração), onde o pão e o vinho se tornam verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Cristo.

No Evangelho de São João não temos essa narrativa, mas sim a consequência dela, que é o serviço ao próximo, o Lava Pés (Jo 13,1-17), também relembrado durante a celebração. Nessa noite da Ceia Pascal, o Senhor lavou os pés dos discípulos; fez esse gesto marcante, que era realizado pelos servos, para mostrar que, no Seu Reino, “o último será o primeiro”, e que o cristão deve ter como meta servir e não ser servido.

A celebração desta noite é diferente de todas as outras, pois não se concluirá com a bênção final. Este é um dos sinais de que ela não se encerra, pois continuará na celebração com a Ação Litúrgica da Paixão na sexta-feira e na Vigília Pascal no sábado, quando então celebraremos a Ressurreição de Jesus.

A Reserva Eucarística é transladada solenemente e guardada em um lugar à parte, para ser usada na Sexta-feira Santa; e o altar é desnudado simbolizando a denudação de Cristo antes de sua crucifixão.

Na Paróquia Jesus Eucaristia a Santa Missa foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

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quarta-feira, 16 de abril de 2025

Ofício de Trevas

 

O Ofício de Trevas (matutina tenebrarum) é uma liturgia cristã relacionada à Paixão de Cristo, que existe desde o século XIII. É o ofício das matinas e laudes de quarta, quinta e sexta-feira da semana santa.

O nome da cerimônia é Ofício “de Trevas” e não “das Trevas”! A celebração é um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais, onde o templo fica às escuras, iluminado apenas por velas que se apagam aos poucos durante a cerimônia. Esta forma de celebrar é responsável pelo nome dado ao ritual, que representa o luto e a escuridão à qual ficou sujeita a Terra diante da morte de Jesus. O Ofício de Trevas é um forte momento de oração e reflexão da vida e missão de Cristo, que conduz os fiéis à oração mediante a meditação da Palavra de Deus.

O nome deriva-se de três situações de trevas:

1 – As trevas naturais de meia-noite ao amanhecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício, lembrando as palavras de Cristo preso nas trevas da noite: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum” (“Esta é a vossa hora e do poder das trevas.” Lc 22, 53).

2 – As trevas litúrgicas, quando durante as cerimonias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja, exceto uma, a luz de Cristo!

3 – As trevas simbólicas da paixão.

A ação desta liturgia exige silêncio e orações para mergulhar no mistério da paixão de Jesus. Ele junta lições e salmos em um belíssimo texto retirado do breviário e rezado junto com a comunidade. Durante os séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica.

No coro da Igreja é colocado um candelabro de formato triangular, conhecido como “tenebrarum”, com 15 velas alinhadas. Uma delas é de cor branca e todas as outras são feitas de cera amarela e comum, como sinal de luto e pesar.

No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das velas. Ao mesmo tempo, as luzes da igreja vão sendo apagadas também. As velas são apagadas sucessivamente, até restar apenas uma, a branca. Esta vela não é apagada. Continua acesa e é levada para atrás do altar.

As velas que vão se apagando representam os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Paixão. A vela branca escondida atrás do altar e, mais tarde, outra vez visível, significa Nosso Senhor que, por breve tempo, se retira do meio dos homens e baixa ao túmulo, para reaparecer, pouco depois, fulgurante de luz e de glória.

A Paróquia Jesus Eucaristia celebrou esse rito na quarta-feira dia 16, presidido pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

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terça-feira, 15 de abril de 2025

Procissão do Encontro

 

Procissão do Senhor dos Passos e N. Sra. das Dores

Procissões são manifestações da fé cristã que acontecem em diversos momentos. Na própria celebração eucarística há procissões significativas: a de Entrada, a do Evangelho, a do Ofertório, da Comunhão e outras, essas dentro do templo. Mas há também as que visitam as ruas, casas, estradas e caminhos. Essas procissões têm uma organização própria, sempre reconhecendo os dons recebidos e a necessidade de dar graças por isso, glorificando a Deus.

Ao longo do ano há procissões significativas como a de Ramos, Corpus Christi, Círio de Nazaré e Sexta-feira Santa. Há também as de Maria em suas denominações, as dos santos de cada região, as de velas e as peregrinações; mas em todas elas a centralidade é sempre Jesus Cristo, cuja cruz sempre está presente em todos os momentos.

Durante o caminhar para a Páscoa as comunidades organizam a Procissão do Senhor dos Passos, orando e meditando Seus passos no caminho da nossa conversão. A história desta devoção remonta à Idade Média, quando os cruzados visitavam os locais sagrados de Jerusalém, por onde andou Jesus a caminho do martírio.

Também Nossa Senhora das Dores é venerada por ser a mãe que vê seu Filho ser crucificado. A devoção à 'Mater Dolorosa' teve início em 1221 na Germânia e deve seu nome às Sete Dores da Virgem Maria. É representada sendo ferida por sete espadas no seu coração (ou somente uma simbolizando a Paixão e Morte de seu Filho), ou então segurando Jesus morto nos braços (Pietà).

A Paróquia Jesus Eucaristia organizou a Procissão do Encontro, onde duas procissões, uma com a imagem do Senhor dos Passos conduzida pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes e outra com N. Sra. das Dores guiada pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior, saíram do Templo por caminhos opostos, parando cada uma em sete lugares determinados para leituras e orações sobre o tema "As sete dores de Maria" e se encontraram no calçadão do Estádio Engenhão para, todos juntos, orarmos e meditarmos a dor da Paixão de Jesus. Na sequência as duas unidas voltaram ao Templo onde as imagens ficaram expostas.

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domingo, 13 de abril de 2025

Domingo de Ramos 2025



Domingo de Ramos.

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – símbolo da humildade – sendo aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Do outro lado da cidade entrava o cortejo militar de Pôncio Pilatus, que residia em Cesareia Marítima, mas se deslocava para Jerusalém durante os festivais judaicos com o propósito de manter a ordem na Jerusalém abarrotada de peregrinos que vinham celebrar a Páscoa. O desfile de Pilatos personificava não apenas o poder imperial, mas também a teologia imperial romana - segundo a qual o imperador não era simplesmente o governante de Roma, mas o filho de deus.

A entrada de Jesus foi um cortejo oposto, combinado, planejado antecipadamente por Jesus, cujo significado era bem claro para os judeus, que tão bem conheciam o texto de Zacarias 9,9s (“Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta.”)

Portanto, a entrada triunfal de Jesus foi uma entrada anti-imperial, anti-triunfal, uma sátira deliberada do imperador conquistador entrando numa cidade a cavalo, através de portões abertos numa submissão desprezível.

Há poucos dias o povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com o tipo de Messias que Cristo era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, e sim o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, Jesus entra na grande Jerusalém montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!

Dessa forma, o Domingo de Ramos dá início à Semana Santa, que mistura os gritos de Hosana (Salvai-nos) com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Mensagem de nosso amigo Diácono Hélio Pereira Machado Júnior:

Bendito o que vem em nome do Senhor! (Mt 21, 9)

No último domingo, vivemos um momento de grande manifestação de fé e comunhão na Praça do Trem, no Engenhão, quando as Paróquias Jesus Eucaristia e Nossa Senhora da Conceição e São José reuniram-se, para juntas, celebrarem a solene entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, dando início às celebrações da Semana Santa.

Em um momento marcado pela fé, pela emoção, pela unidade e espiritualidade, mais de 1.200 fiéis participaram com devoção da bênção dos ramos, da procissão e da Santa Missa, relembrando o caminho de nosso Senhor rumo à Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Foi um dia profundamente abençoado, em que o povo de Deus, reunido como Igreja, proclamou com alegria: “Hosana nas alturas!”

Que esta Semana Santa seja, para todos nós, tempo de conversão, recolhimento e renovação da esperança na vida nova que brota da Cruz e da Ressurreição..

Na PJE a procissão teve início no novo templo, onde aconteceu a bênção dos ramos. Saindo em direção à Estação do Engenho de Dentro, se juntou à procissão vinda da Igreja de N. Sra. da Conceição e São José, seguindo juntas para a Praça do Trem, onde aconteceu a celebração da Santa Missa, que foi presidida pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, concelebrada por Mons. Gustavo José Cruz Auler, auxiliados pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

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