domingo, 23 de novembro de 2025

Primeira Comunhão

Primeira Comunhão ou Primeira Eucaristia é o ato religioso da Igreja Católica no qual a criança cristã, após um período de catequese, irá receber pela primeira vez o Corpo e Sangue de Jesus Cristo na forma de pão e vinho. Durante esse período de aprendizado chamado catequese ela passa a entender qual é a fonte e ápice de nossa religião, que é a Comunhão com Jesus na forma Eucarística.

Eucaristia é uma palavra grega que significa “ação de graças”. É um dos sete sacramentos da Igreja Católica Apostólica Romana e o centro da vida eclesial do fiel católico. É a renovação do sacrifício de Jesus no Calvário.

A narração da instituição da Eucaristia por Jesus na noite anterior à Sua crucificação é relatada nos Evangelhos Sinópticos (Mateus 26,26-28; Marcos 14,22-24; Lucas 22,17-20) e na Primeira Epístola aos Coríntios (1 Coríntios 11,23-25). Na Ceia Eucarística Jesus transformou o pão e o vinho em Seu corpo e Seu sangue dizendo: “Isto é o meu corpo… Isto é o meu sangue.” É a transubstanciação. Por isso a Eucaristia é o Sacramento maior. É verdadeiramente Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Pela primeira vez depois de ser elevada a Paróquia aconteceu nesse Domingo a Primeira Comunhão de seis crianças na Paróquia Jesus Eucaristia, que agora passam a ser “um” com Jesus e, portanto, colaboradores no projeto de Deus, defendendo, protegendo e promovendo a vida. A celebração foi presidida pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

Parabéns a todas as crianças que agora entendem o significado desse sacramento, e parabéns às catequistas que as conduziram a esse momento tão importante para os Católicos.

domingo, 31 de agosto de 2025

Crisma 2025

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a Crisma, somado ao Batismo e a Eucaristia, são os três sacramentos da iniciação cristã da Igreja Católica. Nesse sacramento, tal como ocorreu no Pentecostes, o Paráclito desceu sobre a comunidade dos discípulos, então reunida. Assim como neles, o Espírito Santo também desce em cada batizado que pede à Igreja esse dom. Dessa forma, o sacramento encoraja o fiel e o fortalece para uma vida de testemunho de amor a Cristo.

A Confirmação é o sacramento que completa o batismo e pelo qual recebemos o dom do Espírito Santo. Quem se decide livremente por uma vida como filho de Deus e pede o Paráclito, sob o sinal da imposição das mãos e da unção com o óleo do Crisma, obtém a força para testemunhar o amor e o poder do Senhor com palavras e atos. Essa pessoa agora é membro legítimo e responsável da Igreja Católica.

O significado da palavra Crisma

O óleo do Crisma é composto de óleo de oliveira (azeite) perfumado com resina balsâmica. Na manhã da Quinta-feira Santa, o bispo o consagra para ser utilizado no batismo, na confirmação, na ordenação dos sacerdotes e dos bispos e na consagração dos altares e dos sinos. O óleo representa a alegria, a força e a saúde. Quem é ungido com o Crisma deve difundir o bom perfume de Cristo (cf. II Cor 2,15).

O efeito da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como no Pentecostes. Tal efusão imprime, na alma, um carácter indelével e traz consigo um crescimento da graça batismal: enraíza mais profundamente na filiação divina, une mais firmemente a Cristo e a Sua Igreja, revigora na alma os dons do Espírito Santo e dá uma força especial para testemunhar a fé cristã.

Acordo com Deus

O YOUCAT (205)– Catecismo Jovem da Igreja Católica – afirma que ser Confirmado-Crismado significa fazer um acordo com Deus. O confirmado diz: “Sim, eu creio em Ti, meu Deus! Dá-me o Teu Espírito, para que eu te pertença totalmente, nunca me separe de Ti e te testemunhe com o corpo e com a alma, durante toda a minha vida, em obras e palavras, em bons e maus dias!”. E Deus diz: “Sim, Eu também creio em ti, Meu filho, e te darei o Meu Espírito e até a mim mesmo, pertencer-te-ei totalmente, nunca me separarei de ti, nesta e na vida eterna, estarei no teu corpo e na tua alma, nas tuas obras e nas tuas palavras mesmo que me esqueças, estarei sempre aqui, em bons e maus dias”.

Quem pode receber o sacramento do Crisma?

Pode e deve receber esse sacramento qualquer cristão católico que tenha recebido o sacramento do batismo e esteja em estado de graça, isto é, não ter cometido nenhum pecado mortal (pecado grave). Mediante um pecado grave, separamo-nos de Deus e só podemos nos reconciliar com Ele por meio do sacramento da Penitência-Confissão.

O sacramento da Confirmação normalmente é presidido pelo bispo. Por razões pastorais, ele [bispo] pode incumbir determinado sacerdote de celebrá-lo. O rito essencial da Confirmação é a unção com o Santo Crisma na fronte do batizado com a imposição da mão do ministro e as palavras: “Accipe signaculum doni Spiritus Sancti”, “Recebe, por este sinal, o Dom do Espírito Santo”. (cf. CIC 1320). Depois de confirmar o crismando com o sinal da cruz, a tradição prevê que o bispo lhe dê um tapa no rosto. O objetivo é lembrar à pessoa que ela deverá suportar pacientemente, em nome de Jesus, os sofrimentos e injúrias. Se perseguiram o Mestre, é claro que vão perseguir também seus servos, que devem se fortalecer com a caridade e a doutrina.

Portanto, esse belíssimo sacramento da Confirmação completa o batismo. Por meio dele, o fiel recebe o dom do Espírito Santo, faz um acordo com Deus e, cheio dos dons do Espírito, é chamado a testemunhar o amor ao Senhor. Se preciso for, dar sua vida, uma vez que recebeu uma força especial para seguir Cristo até o fim.

A Crisma 2025 na Paróquia Jesus Eucaristia aconteceu dia 31 de agosto e foi presidida por Dom Jeremias Antônio de Jesus, Bispo emérito da diocese de Guanhães, que tem como lema a frase “Fiat Voluntas Tua” (Seja feita a Tua vontade), e concelebrada pelo pároco Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliados pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

Parabéns a todos os crismados! São agora para Deus o perfume de Cristo. (cf. 2Cor 2,15)

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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Visita da imagem peregrina de São Miguel

Na Paróquia Jesus Eucaristia, todas as quintas-feiras o Santíssimo Sacramento fica exposto para adoração durante todo o dia e após a Santa Missa das 19h, a bênção com o Santíssimo passando por entre a assembleia; e na última quinta-feira de cada mês acontece a Missa pelo poder do Preciosíssimo Sangue de Jesus e a bênção se faz com o cálice do Seu Sangue.

Nessa quinta-feira acolhemos a visita da imagem peregrina de São Miguel Arcanjo, além da relíquia da pedra do monte Gargano. A Santa Missa foi presidida pelo pároco Pe. Charles Fernando Gomes, concelebrada pelo Con. William Bernardo da Silva, auxiliados pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

Aparição de São Miguel no Monte Gargano

Vivia no século V na cidade de Siponto (Itália), ao pé do monte Gargano um pastor, que tinha coincidentemente o nome de Gargano. Era rico em rebanhos e pastagens. Um dia fugiu-lhe uma de suas reses, e indo o pastor a procurá-la, encontrou-a no alto do dito monte, à entrada de uma gruta. Sendo difícil prendê-la, por ser arisca, Gargano resolveu matá-la, para levar sua carne com o auxílio dos que o acompanhavam. Tomou do arco, fez pontaria e deferiu-lhes uma flecha.

Esta, como se fosse agarrada no ar por uma mão invisível, voltou-se no espaço e veio ferir o próprio Gargano. Grande foi o espanto dos que o acompanhavam e presenciaram o ocorrido. Não sabendo explicar o acontecido e não ousando aproximar-se da gruta, correram à cidade a informar ao bispo do extraordinário evento.

Ouviu-os o santo prelado, e não sabendo também ele a que atribuir tal fenômeno, ordenou aos seus diocesanos três dias de jejum com o fim de pedir a Deus discernimento para interpretar o ocorrido.

No fim dos três dias, revelou-se o segredo de modo maravilhoso. Apareceu ao santo bispo o próprio São Miguel Arcanjo e fê-lo saber que o prodígio da montanha havia sido operado por ele próprio, para indicar que aquele lugar estava debaixo da sua especial proteção e que ali queria lhe fosse prestado culto especial, assim como a todas as hierarquias angélicas do céu. Depressa, por sua vez o bispo fez saber a seu povo da aparição que tivera e todos, bispo e povo, partiram para a montanha em demanda da já famosa gruta.

Lá chegados, logo começaram a celebrar os ofícios divinos, pois a gruta, cavada na rocha, era espaçosa e prestava-se a acolher considerável número de pessoas. Com o tempo transformou-se aquela simples caverna em um celebérrimo santuário, local de frequentes e grandes milagres.

Muitos Papas e Santos visitaram este santuário de São Miguel, que é o mais famoso em todo o mundo. No dia 24 de maio de 1987 o Papa João Paulo II lá esteve, e ali fez um importante pronunciamento, reafirmando a existência e a ação do Demônio, e também da importância da proteção de São Miguel contra as suas maldades.

Porque teria Deus escolhido este local para a devoção a São Miguel Arcanjo e aos Espíritos Celestes? Não sabemos. Mas sabemos que certamente Ele quis nos mostrar a importância da devoção ao grande Arcanjo São Miguel, para proteger a cada um de nós e a Igreja dos ataques do demônio.

Autor: Felipe Aquino, Cleofas

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domingo, 17 de agosto de 2025

Investidura de Coroinhas e Acólitos

A comunidade da Paróquia Jesus Eucaristia participou da investidora de novos coroinhas e acólitos nesse Domingo. A esse respeito nos fala o Rafael Mendes, cerimoniário da paróquia e coordenador da pastoral dos coroinhas:

"A criança ou adolescente que deseja servir ao Senhor na Santa Liturgia Eucarística recebe a investidura com as vestes abençoadas, destinadas unicamente para o serviço litúrgico. Assim aquele jovem servidor se distingue de um voluntário qualquer, mas se torna um servo a postos para servir o seu Senhor. Ser investido coroinha é um sinal visível dessa nova missão, um convite a viver com mais proximidade os mistérios da fé.

Consequentemente, aqueles coroinhas que já são maduros no serviço, que demonstram amor e vontade de cada vez mais bem servir a liturgia, recebem a investidura como acólitos, ou cerimoniários, e assumem a responsabilidade de colaborar de forma mais direta com o sacerdote durante a celebração, preparando a liturgia da Santa Missa e zelando para que ela seja bem celebrada.
Junto dos que recebem uma nova missão, os que já são investidos renovam suas promessas, reafirmam diante da comunidade, junto dos que começam o serviço, o desejo de continuar a servir a Cristo e a Sua Igreja, cultivando a fidelidade e o zelo que devem marcar todo aquele que se coloca a serviço de Deus na liturgia.

Assim, tanto os novos quanto os antigos servidores do altar manifestam a mesma entrega: estar sempre próximos do Senhor, crescendo em santidade e levando a todos o testemunho do servo bom e fiel.”

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domingo, 13 de julho de 2025

Festa Julina!!

Viva Santo Antônio, São Pedro e São João!

Tradicionalmente, as Festas Juninas começam no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio e encerram no dia 29 de junho, dia de São Pedro. Já nos dias 23 e 24 se comemora o dia de São João. Esses são os três santos populares lembrados no mês de junho.

A origem das Festas Juninas é pagã. Ainda antes da Idade Média as celebrações anunciavam o solstício de verão (hemisfério Norte) e de inverno (hemisfério Sul) e homenageavam os deuses da natureza e da fertilidade. A igreja acabou aderindo às festas atribuindo-lhes um caráter religioso, uma vez que não conseguia acabar com a sua popularidade.

Em Portugal, em virtude da coincidência de datas, passou-se a comemorar o São João, chamando-lhe de festas joaninas. No país lusitano, a Festa de São João na cidade do Porto é muito famosa e atrai milhares de pessoas que todos os anos festejam nas ruas.

No Brasil, as festas juninas foram introduzidas pelos portugueses no período colonial e, desde então, a comemoração sofreu influências das culturas africanas e indígenas e, por isso, possui características peculiares em cada parte do Brasil.

As festas caipiras, como são também conhecidas, são típicas da região nordeste, onde a maior festa de São João do mundo acontece em Campina Grande, no Estado da Paraíba.

Sábado dia 12 de julho e Domingo dia 13 a Paróquia Jesus Eucaristia se divertiu em sua Festa Julina! No primeiro dia tivemos a participação de um grupo de dança folclórica portuguesa e no Domingo recebemos o Coração Quadrilheiro, grupo que dançou a famosa quadrilha.

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sexta-feira, 27 de junho de 2025

Sagrado Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus é uma solenidade comemorada na segunda sexta-feira após a solenidade de Corpus Christi. Além disso, essa devoção também é cultivada pela Igreja Católica ao longo de todas as primeiras sextas-feiras de cada mês.

A origem desta devoção se deve a Santa Margarida Maria Alacoque, uma freira da Ordem da Visitação de Santa Maria, ordem religiosa fundada por São Francisco de Sales e Francisca Joana de Chantal em 1610. Santa Margarida Maria de Alacoque teve extraordinárias revelações por parte de Jesus Cristo, que a incumbiu pessoalmente de divulgar e propagar no mundo esta piedosa devoção. Foram três as aparições de Jesus: A primeira, deu-se a 27 de dezembro de 1673, a segunda em 1674 e, a terceira, em 1675.

Mais tarde, outra religiosa, a Beata Maria do Divino Coração, condessa de Droste zu Vischering, a partir de Portugal estendeu esta devoção a todo o Mundo por meio de um ato de consagração solene pedido ao Papa Leão XIII.

Jesus deixou doze grandes promessas às pessoas que participassem das comunhões reparadoras das primeiras sextas-feiras. Não se sabe quem compôs a lista com as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus. Sabe-se só que são fidedignas – as promessas estão de fato contidas nas revelações – e que o trabalho anônimo foi de grande mérito e utilidade.

Essas são as 12 Promessas do Sagrado Coração de Jesus:

1. Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2. Estabelecerei a paz nas suas famílias.
3. Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do Meu Sagrado Coração.
4. Hei de consolá-los em todas as dificuldades.
5. Serei o seu refúgio durante a vida e em especial na hora da morte.
6. Derramarei bênçãos abundantes sobre todos os seus empreendimentos.
7. Os pecadores encontrarão no Meu Sagrado Coração uma fonte e um oceano sem fim de Misericórdia.
8. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
9. As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.
10. Darei aos sacerdotes o poder de tocarem os corações mais empedernidos.
11. Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no Meu Sagrado Coração e d’Ele nunca serão apagados.
12. Prometo-vos, no excesso de Misericórdia do Meu Coração, que o Meu Amor Todo-Poderoso concederá, a todos aqueles que comungarem na Primeira Sexta-Feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no Meu desagrado nem sem receberem os Sacramentos: o Meu Divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.

As Promessas Públicas do Sagrado Coração de Jesus:

Em 16 de junho de 1875, o segundo pedido relatado por Santa Margarida Maria Alacoque é honrado. O Arcebispo de Paris põe a pedra fundamental da Basílica do Sagrado Coração de Monte Martre, concebida com o voto nacional pela lei de 24 de julho de 1873.

O terceiro pedido de Jesus relatado por Santa Margarida Maria Alacoque é instituído na inauguração do Memorial Heiho Niten Ichi Ryu em 8 de dezembro de 2014, oficializado pela França, Japão, Camboja, ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) e Rússia, em que flutuam as bandeiras do Sagrado Coração Real e do Sagrado Coração Republicano.

O Apostolado da Oração:

É uma organização composta por leigos católicos cuja finalidade é a santificação pessoal e a evangelização. Sua seção jovem é o Movimento Eucarístico Jovem, antiga Cruzada Eucarística.

Seus Estatutos assim o definem: “O Apostolado da Oração constitui a união dos fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção, e desta forma, pela união vital com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na salvação do mundo.”

Nasceu num colégio da Companhia de Jesus (de padres Jesuítas) na França e espalhou-se pelo mundo. Trabalha com afinco pela evangelização das famílias, tem uma devoção especial ao Sagrado Coração de Jesus e todos os seus membros rezam diariamente pelas intenções do Santo Padre.

Atualmente, reúne cerca de 40 milhões de membros em todo o mundo e seus membros praticam e difundem especialmente as devoções ao Espírito Santo, ao Sagrado Coração de Jesus por meio da Festa do Sagrado Coração de Jesus, e também nas primeiras sextas-feiras do mês, Horas Santas, entronização do Sagrado Coração de Jesus nos lares e a consagração das famílias ao Sagrado Coração de Jesus, a Maria, aos Santos Padroeiros (São Francisco Xavier e Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face) e aos chamados Santos Promotores do culto ao Sagrado Coração de Jesus, com destaque para Santa Margarida Maria Alacoque e a São Cláudio de La Colombiére.

Os membros do Apostolado da Oração, seguindo um programa rigoroso e profundo de vida espiritual, estão capacitados para cooperar ativamente na espiritualidade da paróquia, num trabalho de conjunto com outras pastorais e movimentos, promovendo todas as iniciativas que ajudem a comunidade a orar.

Na Igreja Jesus Eucaristia nessa sexta-feira foi comemorado o dia do Sagrado Coração de Jesus pelo Apostolado da Oração participando da Santa Missa presidida pelo pároco, Padre Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diácono Hélio Pereira Machado Júnior. Durante a celebração duas fiéis foram admitidas como membros. Foram elas nossas amigas Estela e Glória.

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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Festa de Corpus Christi 2025

Corpus Christi

A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa e foi instituída pelo Papa Urbano IV.

Tudo começou quando a freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon ou Juliana de Liège (Retinnes, 1193 – Fosses-la-Ville, 5 de abril de 1258 – canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII), que havia entrado com 15 anos para o convento de Mont Pelliers, afirmou, em 1209, com 16 anos, que havia tido visões em que Cristo lhe mostrava o desejo de que a eucaristia fosse comemorada em grande forma. Nessas visões, a lua cheia aparecia com uma mancha preta no meio, indicando a ausência da celebração. Em 1230, confidenciou estas visões ao arcediago de Liège, Cônego Tiago Pantaleão, que viria a ser o papa Urbano IV. Após esse relato, a festa passou a ser celebrada em Liège.

Aconteceu então em 1264 o que ficou conhecido como o Milagre de Bolsena. Quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, que tinha dúvidas quanto à presença real de Cristo no Santíssimo Sacramento, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração (pano onde se apoiam o cálice e a patena durante a Missa).

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde também vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em grande procissão em 19 junho de 1264, sendo recebidos solenemente por Sua Santidade. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi” (Corpo de Cristo); foram então levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico de que se tem notícia.

Posteriormente, o papa Urbano IV, dois meses antes de falecer, com a Bula “TRANSITURUS DE HOC MUNDO” em 11 de agosto de 1264, instituiu a festa de Corpus Christi, para ser celebrada na quinta-feira depois da oitava de Pentecostes.

Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou de escrever o ofício - o texto da liturgia - a São Boa-ventura e também a São Tomás de Aquino. Conta-se que quando o Pontífice começou a ler, em voz alta, o ofício feito por São Tomás, São Boa-ventura o achou tão bom que foi rasgando o seu em pedaços, para não concorrer com o de São Tomás de Aquino.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa; mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 foi promulgada uma recompilação das leis - por João XXII - e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adotaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida, a partir da Bélgica, entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade. Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.

Finalmente, o Concílio de Trento declarou que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, em determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Dessa forma, os cristãos expressam sua gratidão por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quanto ao costume do tapete, teve origem em Portugal e chegou até o Brasil trazida pelos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes. Tradicionalmente confeccionados de serragem e sal coloridos, empregam nos dias atuais uma gama de materiais, tais como borra de café, areia, dolomita, flores, sementes, farinhas e outros. Esse costume visa recordar a entrada de Jesus em Jerusalém, quando o povo cobre o chão com ramos e suas capas para a Sua entrada na cidade.

A procissão de Corpus Christi nos lembra também a caminhada do povo de Deus, peregrino, com a Arca da Aliança, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento nos diz que o povo peregrino foi alimentado com maná no deserto. Com a instituição da Eucaristia por Jesus o povo é alimentado com o próprio Corpo de Cristo, seguindo a caminhada em direção à Nova Jerusalém, descrita por João no Livro do Apocalipse.

A Paróquia Jesus Eucaristia organizou a festa do seu padroeiro nessa quinta-feira dia 19 com missas, procissão e barraquinhas com comidas, doces, bebidas e muita diversão.

A Santa Missa das 8h foi presidida pelo pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Na sequência aconteceu a procissão de Corpus Christi pelas ruas no entorno da capela, retornando por entre as barraquinhas para abençoar seu trabalho; durante toda a procissão Pe. Charles abençoou os moradores com o Santíssimo Sacramento.

Também foram celebradas missas às 11h, 16h e 19h. Às 11h00 foi celebrada por Pe. Cláudio de Aguiar da Silva, pároco da Paróquia Santo Antônio em Água Santa.

Às 16h a celebração foi presidida por nosso pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, havendo um momento de adoração e a bênção do Santíssimo Sacramento, que passou por todos na Igreja.

Por fim, às 19h, a Santa Missa foi presidida por Mons. Gustavo José Cruz Auler, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José no Engenho de Dentro, havendo também um momento de adoração e a bênção do Santíssimo Sacramento, passando por toda a Igreja.

Durante todo o dia as barracas funcionaram atendendo a todos com deliciosas comidas e doces, brincadeiras e bebidas, além da barraca da feirinha do desapego. Também nos divertimos com o bingo coordenado por Regina e Help e para as crianças, tobogã e pula-pula.

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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Tríduo de Corpus Christi


Tríduo de Corpus Christi

Tríduo é a preparação espiritual feita por três dias de orações para realização de algum evento.

A Paróquia Jesus Eucaristia está se preparando para a festa do seu padroeiro com orações em Sua honra, pedindo uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão. Esses três dias formam uma unidade. Cada dia é completo, mas deve ser visto como parte do todo. Esse ano agradecemos pela criação da Paróquia, pela criação da Capela Nossa Senhora das Graças e Santa Dulce dos Pobres e pedimos força para continuar a caminhada.

No primeiro dia a Santa Missa foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Ao final foi vendida uma deliciosa canjica.

No segundo dia a Santa Missa foi presidida pelo Ir. Tarcísio (Pe. Daniel Duarte Santana), concelebrada por Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliados pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Ao final tivemos a venda de sopa de ervilha e canjica.

No terceiro dia a Santa Missa foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior e pelo Diác. Luciano Rocha Pinto. Ao final saboreamos caldo verde e salgados.

No terceiro dia preparamos também com carinho o tapete e algumas gostosuras para serem vendidas durante a festa. O costume do tapete teve origem em Portugal e chegou até o Brasil trazido pelos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes. Tradicionalmente confeccionados de serragem e sal coloridos, empregam nos dias atuais uma gama de materiais, tais como borra de café, areia, dolomita, flores, sementes, farinhas e outros. Esse costume visa recordar a entrada de Jesus em Jerusalém, quando o povo cobre o chão com ramos e suas capas para a Sua entrada na cidade.

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terça-feira, 13 de maio de 2025

Festividade de Nossa Senhora de Fátima

História das Aparições em Fátima

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, conselho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria - Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e seus primos Francisco, de 9 anos, e Jacinta Marto, de 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Conselho para Vila Nova de Ourém, para que não pudessem honrar o seu compromisso.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

Coroação de Nossa Senhora

A cena é o último episódio na vida da Virgem Maria, sendo a sequência da Assunção (ou Dormição) - que não era um dogma na Idade Média. A base bíblica é encontrada em Cânticos 4,8, Salmos 44,11-12 e Apocalipse 12,1-7. O título de “Rainha do Céu” (ou Regina Coeli) dado a Maria, remonta, no mínimo, ao século XII.

A origem das coroações  (Paróquia São José de Bicas - MG)

Segundo o Padre Cássio Barbosa de Castro, Mestre em História da Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, a tradição é antiga em nossa Igreja. Começou no século XIII, no ano de 1280:

“Na Europa, é no mês de maio que são colhidos os frutos da terra e as flores do campo são cheias de cores e de perfumes. E isto remete a Maria, que é considerada a flor mais bela no Carmelo”.

A tradição chegou ao Brasil através dos portugueses. Desde então, devotos realizam coroações da imagem de Nossa Senhora durante este mês. Padre Cássio explica que a tradição se solidificou no século XIV, em Paris:

“A figura de Maria ganhou destaque em Paris. A Mãe de Deus era simbolizada como uma flor adornada de joias, então, surgiram as coroações. Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio a Maria fazendo a ela homenagens com flores”, explica.

Para Padre Cássio, as homenagens são uma forma de devoção: “Maria é a Mãe de Deus! Celebrar o Mês de Maria é devotar o nosso amor à Mãe de Deus e à nossa Mãe. O que forma o catolicismo é a Eucaristia, Maria e o Papa. Devotar um mês a Maria é dizer que Maria é também nossa Mãe e companheira de caminhada. Coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhecemos como Rainha”, destaca.

Na Paróquia Jesus Eucaristia

As comemorações deste ano aconteceram na calçada do acesso Leste do Estádio Nilton Santos (|Engenhão), quase em frente à Capela N. Sra. das Graças e Santa Dulce dos Pobres, começando com a reza do Terço Mariano conduzido pelo movimento Terço dos Homens Nossa Senhora de Fátima.

Na sequência participamos da Santa Missa presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Ao final da missa as crianças da catequese encenaram brilhantemente a Coroação de Nossa Senhora de Fátima.

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sábado, 10 de maio de 2025

Criação da Capela de N. Sra. das Graças e Santa Dulce dos Pobres


Criação da Capela

No último dia 10 de maio de 2025 foi instituída a Capela Nossa Senhora das Graças e Santa Dulce dos Pobres, localizada na Rua Dr. Padilha, 262, no Engenho de Dentro, sendo acolhida como Capela da Paróquia Jesus Eucaristia.

Na oportunidade a Santa Missa foi presidida por Dom Roque Costa Souza, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, concelebrada pelo pároco da Paróquia Jesus Eucaristia, Padre Charles Fernando Gomes, e auxiliados pelos Diáconos Hélio Pereira Machado Júnior e Luciano Rocha Pinto, tendo a presença dos fiéis da paróquia, bem como dos membros da Casa de Missão do Ministério Atos, que agora passam a ser integrantes da Paróquia Jesus Eucaristia.

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sábado, 19 de abril de 2025

Sábado de Aleluia


Sábado de Aleluia

Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado.

Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: “nós o experimentávamos…”, diziam os discípulos de Emaús.

Mas não é um dia vazio em que “não acontece nada”; nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, assim como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa; calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal.

Vigília Pascal

A celebração é no sábado à noite; é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiquíssima tradição judaica (Ex. 12,42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc 12,35s), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.

A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:

Preparação do Círio

Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata. O fogo novo é abençoado, depois, toma-se parte do carvão abençoado e coloca-se no turíbulo.

Na sequência, ao gravar no Círio as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, / Princípio e Fim, / Alfa / e Ômega. / A Ele o tempo / e a eternidade, / a glória e o poder / pelos séculos sem fim. Todos: Amém”. O celebrante termina acendendo o Círio com o fogo novo, dizendo: “A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente”.

Após acender o Círio que representa Cristo, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso, se escuta cantar três vezes: “Eis a Luz de Cristo”, e todos respondem: “Demos graças a Deus”.

Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema.

Liturgia da Palavra

Nos apresenta uma série de leituras bíblicas, que nos narram etapas importantes da História da Salvação, para depois se concentrar no Mistério de Cristo.

A melhor explicação para essa parte é a que nos deu o próprio Cristo quando fala aos discípulos de Emaús: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.” (Lc 24,27)

Após as leituras, a exclamação: “Cristo ressuscitou!” Canta-se o “Glória”.

Ouvimos então a leitura da Carta de São Paulo aos romanos, o Evangelho (esse ano Lc 24,1-12) e Homilia.

Liturgia Batismal

Convite à oração e Ladainha de Todos os Santos. É abençoada a água que é símbolo da vida nova recebida no batismo. Durante a bênção o Círio é mergulhado na água. São chamados (se houver) os catecúmenos (não batizados), que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se então a renovação dos compromissos batismais por todos e o celebrante batiza os catecúmenos (se houver) e faz a aspersão com a água abençoada em todos os presentes, como recordação do batismo.

Liturgia Eucarística

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristia central de todo o ano; mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do Seu Corpo e do Seu Sangue, como memorial da Sua Páscoa.

Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine à aurora do Domingo.

A missa, ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.

A Solene Celebração da Vigília Pascal na Paróquia Jesus Eucaristia, teve início às 19h com bênção do fogo e do Círio Pascal (no Salão Paroquial Padre Montengro) e foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Na sequência, procissão silenciosa até o Templo, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

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sexta-feira, 18 de abril de 2025

Sexta-feira Santa - Paixão de Cristo


Sexta-feira Santa:

Enquanto o Esposo dorme, a esposa se cala. Assim, na Sexta-feira Santa a Igreja não celebra os Sacramentos. Debruça-se totalmente sobre o sacrifício da Cruz por meio de uma Celebração da Palavra de Deus. Neste dia, a Liturgia deseja beber diretamente da fonte. Abre a celebração num gesto de humildade, sem música, pois é a continuação da celebração de quinta-feira. Os ministros prostram-se em silêncio diante do altar e, em seguida, o celebrante, sem mais, diz a oração do dia.

Segue-se a Liturgia da Palavra, onde se destaca a proclamação da Paixão de Jesus Cristo segundo João (Jo 18,1-19,42). Nela aparece o Cristo Senhor, o Cristo Rei, o Cristo vitorioso que vai comandando os diversos passos da Paixão. Entrega-se livremente, faz os guardas caírem por terra e, depois de tudo consumado, entrega o espírito ao Pai. Na morte Ele é glorificado. Submete-se à morte para deixar-nos o exemplo de reconhecimento de nossa condição humana de criaturas mortais. Na Liturgia da Palavra, a Igreja curva-se sobre o mistério da Cruz.

A resposta é dada em três momentos. Temos, primeiramente, a Oração universal, realmente ecumênica. A Igreja pede que a fonte de graças que jorra da Cruz atinja a todos. Vai, então, alargando suas intenções. Reza pelo Papa, os bispos e todo o clero, os leigos e os catecúmenos; pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não creem em Cristo, pelos que não creem em Deus, mas manifestam boa vontade, pelos poderes públicos, por todos que sofrem provações.

Tendo acolhido a todos no amor reconciliador de Cristo, a Igreja enaltece a árvore da vida, que floriu e deu fruto, restituindo o paraíso à humanidade. É o rito da glorificação e adoração da Cruz, seguido do ósculo.

Finalmente, ela se atreve a comer do fruto da árvore, o Pão vivo descido do céu, a Sagrada Comunhão, como prolongamento da Missa da Ceia do Senhor, celebrada na quinta-feira.

Nesta sexta, novamente, não há rito de bênção e envio. Cada participante é convidado a permanecer com Maria junto ao sepulcro, meditando a Paixão e Morte do Senhor até que, após a solene Vigília em que espera a ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinquenta dias.

Na Liturgia das Horas e na piedade popular tem início a celebração da Sepultura do Senhor. Temos o descendimento da Cruz, seguido da Procissão do Senhor morto, na esperança da ressurreição. Na Liturgia das Horas, merece especial atenção a leitura patrística, em que se narra o enternecedor diálogo entre Cristo, que desceu à mansão dos mortos, e Adão.

A celebração esse ano na Igreja Jesus Eucaristia foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior. Após a celebração tivemos o privilégio de participar da procissão com a encenação da Paixão de Cristo. A procissão teve início na Igreja, passou por algumas ruas da Paróquia e retornou ao Templo. Os atores que participaram brilhantemente, fazem parte da nossa comunidade. Parabéns a todos!

P.S.: Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, nosso coração e nossa mente ultrapassam aquele madeiro, ultrapassam o crucifixo, ultrapassam mesmo o local onde estamos, até nos encontrarmos com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus; é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início e final de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não para ali; é como beijar a face de Jesus. Portanto, não se adora o objeto. Ao reverenciá-la mergulhamos em seu significado mais profundo pois sabemos que foi através da Cruz que fomos salvos.

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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Quinta-feira Santa - Ceia do Senhor - Lava-Pés

 

Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor.

A liturgia utilizada na noite da Quinta-feira Santa encerra a Quaresma e dá início ao chamado Tríduo Pascal, o período que relembra a paixão, morte e ressurreição de Cristo e inclui a Sexta-feira Santa e o Sábado de Aleluia. É neste dia que se celebra o lava-pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos segundo o relato dos evangelhos sinóticos.

A missa nas paróquias neste dia é geralmente celebrada no final da tarde, que é o início da sexta-feira de acordo com a tradição judaica, e relembra o fato de a Última Ceia ter sido uma refeição da Páscoa judaica (“Sêder” para os judeus).

É a última Missa a ser celebrada antes do Sábado de Aleluia. Algo profundamente significativo nesta liturgia, pois celebramos a “Santa Ceia”, onde Nosso Senhor instituiu a Eucaristia (Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,14-20), que é o momento da Missa em que acontece a Transubstanciação (durante a Consagração), onde o pão e o vinho se tornam verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Cristo.

No Evangelho de São João não temos essa narrativa, mas sim a consequência dela, que é o serviço ao próximo, o Lava Pés (Jo 13,1-17), também relembrado durante a celebração. Nessa noite da Ceia Pascal, o Senhor lavou os pés dos discípulos; fez esse gesto marcante, que era realizado pelos servos, para mostrar que, no Seu Reino, “o último será o primeiro”, e que o cristão deve ter como meta servir e não ser servido.

A celebração desta noite é diferente de todas as outras, pois não se concluirá com a bênção final. Este é um dos sinais de que ela não se encerra, pois continuará na celebração com a Ação Litúrgica da Paixão na sexta-feira e na Vigília Pascal no sábado, quando então celebraremos a Ressurreição de Jesus.

A Reserva Eucarística é transladada solenemente e guardada em um lugar à parte, para ser usada na Sexta-feira Santa; e o altar é desnudado simbolizando a denudação de Cristo antes de sua crucifixão.

Na Paróquia Jesus Eucaristia a Santa Missa foi presidida pelo Pároco, Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

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quarta-feira, 16 de abril de 2025

Ofício de Trevas

 

O Ofício de Trevas (matutina tenebrarum) é uma liturgia cristã relacionada à Paixão de Cristo, que existe desde o século XIII. É o ofício das matinas e laudes de quarta, quinta e sexta-feira da semana santa.

O nome da cerimônia é Ofício “de Trevas” e não “das Trevas”! A celebração é um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais, onde o templo fica às escuras, iluminado apenas por velas que se apagam aos poucos durante a cerimônia. Esta forma de celebrar é responsável pelo nome dado ao ritual, que representa o luto e a escuridão à qual ficou sujeita a Terra diante da morte de Jesus. O Ofício de Trevas é um forte momento de oração e reflexão da vida e missão de Cristo, que conduz os fiéis à oração mediante a meditação da Palavra de Deus.

O nome deriva-se de três situações de trevas:

1 – As trevas naturais de meia-noite ao amanhecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício, lembrando as palavras de Cristo preso nas trevas da noite: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum” (“Esta é a vossa hora e do poder das trevas.” Lc 22, 53).

2 – As trevas litúrgicas, quando durante as cerimonias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja, exceto uma, a luz de Cristo!

3 – As trevas simbólicas da paixão.

A ação desta liturgia exige silêncio e orações para mergulhar no mistério da paixão de Jesus. Ele junta lições e salmos em um belíssimo texto retirado do breviário e rezado junto com a comunidade. Durante os séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica.

No coro da Igreja é colocado um candelabro de formato triangular, conhecido como “tenebrarum”, com 15 velas alinhadas. Uma delas é de cor branca e todas as outras são feitas de cera amarela e comum, como sinal de luto e pesar.

No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das velas. Ao mesmo tempo, as luzes da igreja vão sendo apagadas também. As velas são apagadas sucessivamente, até restar apenas uma, a branca. Esta vela não é apagada. Continua acesa e é levada para atrás do altar.

As velas que vão se apagando representam os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Paixão. A vela branca escondida atrás do altar e, mais tarde, outra vez visível, significa Nosso Senhor que, por breve tempo, se retira do meio dos homens e baixa ao túmulo, para reaparecer, pouco depois, fulgurante de luz e de glória.

A Paróquia Jesus Eucaristia celebrou esse rito na quarta-feira dia 16, presidido pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, auxiliado pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

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terça-feira, 15 de abril de 2025

Procissão do Encontro

 

Procissão do Senhor dos Passos e N. Sra. das Dores

Procissões são manifestações da fé cristã que acontecem em diversos momentos. Na própria celebração eucarística há procissões significativas: a de Entrada, a do Evangelho, a do Ofertório, da Comunhão e outras, essas dentro do templo. Mas há também as que visitam as ruas, casas, estradas e caminhos. Essas procissões têm uma organização própria, sempre reconhecendo os dons recebidos e a necessidade de dar graças por isso, glorificando a Deus.

Ao longo do ano há procissões significativas como a de Ramos, Corpus Christi, Círio de Nazaré e Sexta-feira Santa. Há também as de Maria em suas denominações, as dos santos de cada região, as de velas e as peregrinações; mas em todas elas a centralidade é sempre Jesus Cristo, cuja cruz sempre está presente em todos os momentos.

Durante o caminhar para a Páscoa as comunidades organizam a Procissão do Senhor dos Passos, orando e meditando Seus passos no caminho da nossa conversão. A história desta devoção remonta à Idade Média, quando os cruzados visitavam os locais sagrados de Jerusalém, por onde andou Jesus a caminho do martírio.

Também Nossa Senhora das Dores é venerada por ser a mãe que vê seu Filho ser crucificado. A devoção à 'Mater Dolorosa' teve início em 1221 na Germânia e deve seu nome às Sete Dores da Virgem Maria. É representada sendo ferida por sete espadas no seu coração (ou somente uma simbolizando a Paixão e Morte de seu Filho), ou então segurando Jesus morto nos braços (Pietà).

A Paróquia Jesus Eucaristia organizou a Procissão do Encontro, onde duas procissões, uma com a imagem do Senhor dos Passos conduzida pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes e outra com N. Sra. das Dores guiada pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior, saíram do Templo por caminhos opostos, parando cada uma em sete lugares determinados para leituras e orações sobre o tema "As sete dores de Maria" e se encontraram no calçadão do Estádio Engenhão para, todos juntos, orarmos e meditarmos a dor da Paixão de Jesus. Na sequência as duas unidas voltaram ao Templo onde as imagens ficaram expostas.

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domingo, 13 de abril de 2025

Domingo de Ramos 2025



Domingo de Ramos.

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – símbolo da humildade – sendo aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Do outro lado da cidade entrava o cortejo militar de Pôncio Pilatus, que residia em Cesareia Marítima, mas se deslocava para Jerusalém durante os festivais judaicos com o propósito de manter a ordem na Jerusalém abarrotada de peregrinos que vinham celebrar a Páscoa. O desfile de Pilatos personificava não apenas o poder imperial, mas também a teologia imperial romana - segundo a qual o imperador não era simplesmente o governante de Roma, mas o filho de deus.

A entrada de Jesus foi um cortejo oposto, combinado, planejado antecipadamente por Jesus, cujo significado era bem claro para os judeus, que tão bem conheciam o texto de Zacarias 9,9s (“Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta.”)

Portanto, a entrada triunfal de Jesus foi uma entrada anti-imperial, anti-triunfal, uma sátira deliberada do imperador conquistador entrando numa cidade a cavalo, através de portões abertos numa submissão desprezível.

Há poucos dias o povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com o tipo de Messias que Cristo era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, e sim o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, Jesus entra na grande Jerusalém montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!

Dessa forma, o Domingo de Ramos dá início à Semana Santa, que mistura os gritos de Hosana (Salvai-nos) com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Mensagem de nosso amigo Diácono Hélio Pereira Machado Júnior:

Bendito o que vem em nome do Senhor! (Mt 21, 9)

No último domingo, vivemos um momento de grande manifestação de fé e comunhão na Praça do Trem, no Engenhão, quando as Paróquias Jesus Eucaristia e Nossa Senhora da Conceição e São José reuniram-se, para juntas, celebrarem a solene entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, dando início às celebrações da Semana Santa.

Em um momento marcado pela fé, pela emoção, pela unidade e espiritualidade, mais de 1.200 fiéis participaram com devoção da bênção dos ramos, da procissão e da Santa Missa, relembrando o caminho de nosso Senhor rumo à Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Foi um dia profundamente abençoado, em que o povo de Deus, reunido como Igreja, proclamou com alegria: “Hosana nas alturas!”

Que esta Semana Santa seja, para todos nós, tempo de conversão, recolhimento e renovação da esperança na vida nova que brota da Cruz e da Ressurreição..

Na PJE a procissão teve início no novo templo, onde aconteceu a bênção dos ramos. Saindo em direção à Estação do Engenho de Dentro, se juntou à procissão vinda da Igreja de N. Sra. da Conceição e São José, seguindo juntas para a Praça do Trem, onde aconteceu a celebração da Santa Missa, que foi presidida pelo Pároco Pe. Charles Fernando Gomes, concelebrada por Mons. Gustavo José Cruz Auler, auxiliados pelo Diác. Hélio Pereira Machado Júnior.

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sábado, 8 de março de 2025

Criação da Paróquia Jesus Eucaristia

 

PARÓQUIA JESUS EUCARISTIA

5ª FORANIA

VICARIATO NORTE

BAIRRO ENGENHO DE DENTRO

O Engenho de Dentro é um bairro da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Apesar de não ser um dos bairros mais populosos do município, é um dos mais notáveis devido à sua extensão geográfica delimitar-se com diversos bairros do Grande Méier e também com a Floresta da Tijuca, sendo cortado pela Linha Amarela, que faz conexão com Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Além disso nele se encontra o Estádio Olímpico Nílton Santos, o Engenhão, em frente à Estação Olímpica Engenho de Dentro. A sua origem remonta à época colonial, quando suas terras sediavam um engenho de açúcar que lhe deu o nome.

Desenvolveu-se, na segunda metade do século XIX, a partir da implantação da antiga Estrada de Ferro Pedro II (Estrada de Ferro Central do Brasil) e é provavelmente o bairro mais heterogêneo da região administrativa do Méier.

Esta contextualização define características fundamentais, díspares e por outras vezes comuns do bairro, porém, como muitos bairros da Zona Norte do Rio, o Engenho de Dentro é um bairro de classe média, população idosa e cortado por uma via férrea.

Em se tratando de um bairro extenso e entrecortado por estrada férrea, o acesso da porção da população à esquerda da estação, à centenária Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José, na Rua Amaro Cavalcanti, somente se tornava possível através da passarela da Estação Engenho de Dentro ou pelo Viaduto de Todos os Santos. Se associarmos a isto o fato de termos uma população já de certa idade, encontramos um quadro de grande dificuldade e por conseguinte esvaziamento dessa parcela do povo das atividades da Igreja.

Observando e atento a isso, o Padre Montenegro, Pároco da Matriz, viu que as pessoas com mais idade tinham dificuldades em atravessar a passarela da estação do Engenho de Dentro para participar das missas. Resolveu então fundar um espaço para atender os anseios daquele povo, uma capela, do outro lado da linha do trem (do lado direito da estação). Contando com a ajuda do Dr. Alberto Tourinho de Menezes, esposo de D. Teresinha Jorge de Menezes, deram, então, início à busca por uma casa que suprisse essa falta. Desta forma, foram adquiridos os primeiros imóveis. No dia 05 de novembro de 1984 foi assinada a escritura de compra e venda do primeiro terreno da Igreja Jesus Eucaristia, correspondente às casas e terrenos de números 72 e 74 da Rua Dona Teresa da freguesia do Engenho Novo (hoje território do Engenho de Dentro). O evento aconteceu no antigo Clube Central que ficava no terreno ao lado do atual Museu do Trem.

Durante a assinatura da escritura Pe. Montenegro levou consigo uma imagem de N. Sra. de Fátima que ficou em cima da mesa e abençoou com ela os presentes. Nossa Senhora de Fátima se tornaria, assim, a co-padroeira da Comunidade. Estavam presentes Dr. Alberto Tourinho de Menezes (que depois seria ordenado diácono permanente) e sua esposa Teresinha Jorge de Menezes, além de benfeitores e benfeitoras que ajudaram e acompanharam todo o processo.

Os terrenos adquiridos foram destinados à recitação do terço, catequese e onde também era celebrada uma missa semanal. A casa no nº 74 tinha uma famosa varanda, onde foram celebradas as primeiras missas e coroações de N. Sra. de Fátima, usando como altar uma porta, coberta com uma toalha branca e como fundo uma colcha branca com a imagem de N. Sra. de Fátima, que tinha os dizeres “Fátima altar do mundo”. A primeira missa foi presidida pelo Côn. Antônio Montenegro Aguiar em janeiro de 1985. Nos fundos existia uma piscina, que foi aterrada, onde hoje é a quadra usada para festas, reuniões etc.

Em junho de 1985 uma imagem de N. Sra. de Fátima foi adquirida pelo Sr. Antônio esposo de D. Tereza e o Diác. Alberto Tourinho esposo de D. Teresinha (catequista e vicentina). Eles foram visitar uma exposição, viram a imagem e resolveram comprar. A primeira coroa foi doada pela Sra. Ruth Gomes Tito que morava no condomínio em frente à Igreja. A coroa que lá está hoje (2025) já é a quarta coroa.

Com o crescente número de fiéis presentes às missas semanais na pequena casa da Rua Dona Teresa, nº 74, ainda entre os anos de 1985 e 1990, foi construída uma pequena capela, cujo padroeiro era o próprio Cristo Eucarístico. Foi o Pe. Montenegro que deu o nome de “Igreja Jesus Eucaristia” à nova capela, nascendo, assim, a única Igreja Jesus Eucaristia da Diocese. Os bancos da capela, que até hoje são usados nas missas, foram feitos pelo Dr. Tourinho.

Vale destacar que, ao que consta, só existe no Brasil mais uma Igreja denominada “Igreja de Jesus Eucaristia”, mas não é paróquia. Ela foi inaugurada em 1998, pelo Movimento dos Focolares e teve a presença de sua fundadora Chiara Lubich. A igreja fica no bairro de Mariápolis Ginetta, no município de Vargem Grande Paulista, estado de São Paulo e, pela informação presente no seu site, está interditada há muito tempo para manutenção preventiva, por tempo indeterminado.

Em 2005 chegava então à comunidade o Pe. Gustavo José Cruz Auler, que foi nomeado pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José em substituição ao agora Cônego Montenegro, que se tornara emérito e ficou residindo na casa paroquial, sendo cuidado por Pe. Gustavo até a sua morte.

O novo pároco aos poucos foi conhecendo a realidade da Capela Jesus Eucaristia e o desejo da comunidade em crescer cada vez mais e expandir a sua área. Ele foi percebendo que a pequena capela, onde eram celebradas as missas, já não comportava mais a presença dos fiéis que participavam da Eucaristia. Era preciso que voluntários, todos os domingos, desde o tempo do Côn. Montenegro, colocassem bancos do lado de fora da capela, bem como lonas, para proteger do sol e, assim, acolher os fiéis que vinham participar das missas. Por esse motivo as missas passaram a ser celebradas na quadra.

Por se tratar de uma área próxima da esquina das ruas Dona Teresa e Teixeira Bastos, com o decorrer dos anos e à medida da possibilidade, outros terrenos contíguos ao da capela foram sendo adquiridos, por Mons. Gustavo Auler, junto com o esforço incansável da comunidade, conseguido através do dízimo, doações, e realização de eventos. Esses foram os terrenos que anexados em ambas as Ruas:

a. Imóvel constituído de prédio e terreno sito à Rua Dona Teresa, 70. Era o imóvel onde estava o Salão Paroquial e a cantina. Hoje derrubado. Data da aquisição: 06 de fevereiro de 1985.

b. Imóvel constituído por prédio e terreno sito à Rua Dona Teresa, 68. Era o imóvel da esquina, onde estava o bazar e o terreno que chamávamos de “anexo”, onde existia a cozinha e a salinha dos vicentinos. Hoje derrubado. Data da aquisição: 28 de outubro de 2013.

c. Imóvel constituído por prédio e terreno sito à Rua Teixeira Bastos, 38. Era o imóvel onde residia o padre Gustavo. Hoje derrubado. Data da aquisição: 07 de novembro de 2013.

d. Imóvel constituído por prédio e terreno sito à Rua Teixeira Bastos, 36. É o imóvel onde hoje está localizada a entrada para a quadra que é usada para reuniões, encontros, festas, quadra que foi recentemente batizada de “Salão Padre Montenegro”.

Durante esses anos, vários padres passaram e residiram na Igreja Matriz e na Capela, a começar pelo próprio Pe. Montenegro. O Pe. Walter de Jesus Miranda foi uma das pessoas mais acolhedoras que por lá passaram; suas deficiências físicas (um derrame lhe retirou o pleno comando de uma perna e uma vista) lhe impediam de subir escadas, porém sua grande simpatia fez com que a comunidade se tornasse ainda mais fraternal. Após 12 anos de residência, ele foi solicitado e aceitou ir para Fazenda das Arcas em Itaipava, Petrópolis (falecido).

Além dos Vigários Paroquiais, por sua generosidade, a comunidade sempre esteve aberta a padres residentes, que vieram estudar. Desse modo por aqui passaram:

Pe. André Luiz Teixeira de Lima.

Pe. Antônio Carlos Sulino Pinto, proveniente da cidade de Itapipoca - CE, veio para estudar por 3 anos, porém faleceu no seu último ano de estudo.

Pe. Alexandre de Freitas Cortizo, ficou 4 anos como Vigário Paroquial. Em 2009 criou uma campanha chamada “Jesus ajuda a baixada”, na qual foram arrecadados alimentos, roupas e brinquedos para os desabrigados de Duque de Caxias por conta de uma enchente.

Pe. Jorge Luiz de Assis Costa (falecido).

Pe. Pedro José Nogueira (Pe. Pedrinho).

Pe. Flávio Gomes dos Santos, proveniente da diocese de Manaus, que veio fazer sua pós em psicologia e direito canônico e deu início à nossa Pastoral Familiar.

Pe. Ricardo Gonçalves Castro, também da mesma diocese, também esteve aqui para estudar.

Pe. Marcioni Cardoso Scheffer, capelão do Hospital Naval Marcílio Dias, que residiu na Igreja.

Pe. Glauberto Alves de Oliveira, da diocese de Iguatu, também esteve aqui para estudar.

Pe. Marcos Antônio de Santana (Vigário Paroquial).

Pe. Wagner Fernandes Marques da Silva (Vigário Paroquial).

Pe. Damião Conceição de Souza Borges, também estudante.

Pe. Marcos Paulo Talon de Oliveira (Vigário Paroquial).

Porém como todas as casas foram demolidas, ninguém mais reside na capela.

Em 2011, o então recém ordenado Diácono Hélio Pereira Machado Júnior, iniciou o exercício do seu ministério em nossa comunidade, compondo, assim, o clero de nossa Paróquia.

Em março de 2017 recebemos a doação de um altar, ambão e sacrário oferecidos pelo Colégio Nossa Senhora da Piedade, do Encantado, dirigido pelas Irmãs Servas do Espírito Santo, na época de seu fechamento em 31 de dezembro de 2016. Recebemos, ainda, as relíquias de Santa Maria Goretti que foram devidamente encaminhadas para a Paróquia Nossa Senhora do Amparo e Santa Maria Goretti, em Cascadura e solenemente entregues na festa da santa em 06 de julho de 2017.

Também em 2017 recebemos a doação de uma porta de entrada da capela do antigo Colégio Santa Rosa de Lima em Botafogo, que havia encerrado suas atividades em dezembro de 2016. Esta porta é hoje a porta de entrada da Paróquia Jesus Eucaristia.

No dia 02 de janeiro de 2018 começou a demolição das casas para dar lugar ao novo Templo.

No dia 18 de março de 2018 foi celebrada a última missa na capelinha da Igreja Jesus Eucaristia, presidida pelo Pároco Mons. Gustavo José Cruz Auler, concelebrada por Pe. José Wallace Pinheiro Neto da diocese de Iguatu – CE, auxiliados pelo Diác. Hélio Júnior.

Recebemos em 06 de maio de 2018 a visita de Pe. Aldo de Souto Santos, Vigário Episcopal do Vicariato Norte, que consagrou a construção do novo templo a Nossa Senhora de Fátima.

No dia 30 de maio de 2018, o Cardeal Dom Orani João Tempesta, O. Cist., celebrou a Santa Missa no terceiro dia do Tríduo de Corpus Christi e ao final foi apresentado aos fiéis presentes o estudo do projeto da construção da nova Igreja, que foi acolhido com alegria por todos.

Em junho de 2020 só existia de pé a velha quadra dos fundos da Rua Dona Teresa, 74, onde eram celebradas as missas e a casa da Rua Teixeira Bastos 36, onde ainda funciona provisoriamente a secretaria, Capela do Santíssimo, cozinha e depósitos diversos, além de sala para catequese de adultos e crianças. Os demais imóveis foram demolidos e foi feita a unificação dos terrenos, para início das obras de construção do novo templo.

Alugamos provisoriamente o terreno ao lado, onde ficou localizada a Conferência Jesus Eucaristia (SSVP – Vicentinos), a sala de atendimento do cardiologista Dr. Cláudio J. A. Sales e mais duas salas que funcionam como depósito. Após algum tempo entregamos o terreno e alugamos uma casa na esquina das ruas Teixeira Bastos com Dona Teresa, onde foi instalado o consultório do cardiologista Dr. Cláudio e o depósito da equipe de decoração. A sala dos Vicentinos passou então para a casa da Rua Teixeira Bastos 36.

A comunidade foi trabalhando com festas, almoços, bazar e rifas e enfim começou a obra!

Após o reforço do terreno para não abalar a casa ao lado, em 10 de março de 2021 começou a escavação para instalação das fundações no terreno, sendo que a laje (chão da construção) foi concluída em 18 de julho de 2021.

Após muitas festas, almoços e doações, em abril de 2024 foi colocado o telhado, celebrando-se, pela primeira vez dentro do novo templo, na Festa de Corpus Christi, a Santa Missa presidida por Dom Frei José Ubiratan Lopes, OFMCap, bispo emérito de Itaguaí.

Hoje, 40 anos após o início de tudo, aconteceu o sonho esperado pelo Cônego Antônio Montenegro Aguiar e pela comunidade: a criação da Paróquia Jesus Eucaristia no dia 8 de março de 2025!

A celebração de Criação da Paróquia Jesus Eucaristia foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist., concelebrada por Dom Roque Costa Souza, Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, Cônego Aldo de Souto Santos (Vigário Episcopal do Vicariato Norte), Monsenhor Gustavo José Cruz Auler, Padre Charles Fernando Gomes e demais padres presentes, auxiliados pelo Diácono Hélio Pereira Machado Júnior, pelo Diácono Luciano Rocha Pinto e demais diáconos presentes.

No início da celebração, Dom Roque leu o Decreto de Criação da Paróquia e em seguida, Côn. Aldo fez a leitura da Provisão de Pároco do Pe. Charles Fernando Gomes como Pároco da nova Paróquia, que fez, em seguida, sua Profissão de Fé e seu Juramento de fidelidade, recebendo o Evangeliário e renovando suas promessas sacerdotais. Logo após aconteceu a entrega dos sinais, que são as Chaves da Igreja, a Pia Batismal, o Confessionário (e estola) e a chave do Sacrário. No momento de Ação de Graças o novo Pároco, Pe. Charles leu o Decreto de transferência do Diácono Hélio Pereira Machado Júnior para a Paróquia Jesus Eucaristia, permanecendo, assim, na Comunidade por onde vinha atuando desde a sua ordenação.

Por fim, Dom Orani entregou ao Padre Charles a Sede (Cadeira central). E, o novo Pároco então proferiu a bênção final da celebração.

Parabéns ao novo Pároco, Padre Charles Fernando Gomes e a toda a comunidade que trabalhou durante 40 anos pela concretização de um sonho!

Paróquia Jesus Eucaristia, a Igreja Católica mais perto de você!

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